O Vitor ainda não conhecia o famoso e ímpar Mercado Central de Belo Horizonte, local de várias de nossas recordações da infância, pois tanto eu como a Anita frequentamos o mercado desde criancinhas, na companhia de nossos pais, como também na juventude e em nossa vida de casados. Enfim, o Mercado Central sempre fez parte de nossas vidas…
Eu, por exemplo, tenho vários causos engraçados ocorridos no mercado: as frutas que eu (criança) pegava nas bancas, como se fossem lá de casa, para comer enquanto passeava pelos corredores; a mordida na manta de bacon, que caprichosamente ficava à altura de meu nariz no açougue em que meu pai era freguês, quando tinha uns 4 ou 5 anos; o “periquitão” da Nicole (minha irmã); as “dibrinhas” nos demais frequentadores, usando frutas refugadas que eventualmente encontrava no chão, as primeiras idas aos butecos do mercado, primeiro apenas na companhia de meu pai, meu avô e tios e, depois, com amigos etc.
Pois é… acordamos cedo e decidimos levar o Vitor até lá, nesse que é um dos pontos turísticos mais interessantes de nossa capital.
A história do mercado é bem legal, pois evidencia que quando se quer algo com pureza, os obstáculos podem ser superados com trabalho: o então prefeito Cristiano Machado promoveu a reunião, num só local, produtos destinados ao abastecimento dos 47.000 habitantes da cidade, em 7/9/1929. Nos anos 60, quase foi fechado, mas os comerciantes do local se organizaram e criaram uma cooperativa. Com ela, compraram o imóvel da Prefeitura. Contudo, teriam que construir um galpão coberto, na área total do terreno, em cinco anos, sob pena de devolução do terreno à Prefeitura. E isso, por muito pouco, não aconteceu. Desde então, são eles mesmos quem administram o imóvel e o mercado, garantindo renda a suas famílias e mantendo uma mineiridade no modo de comprar e conviver.
Voltando ao nosso passeio, compramos carnes, verduras, temperos e castanhas. Mas, lá, há um pouco de tudo, com muita qualidade. O Vitor aproveitou para ver as bancas variadas de queijos, frutas, legumes e verduras, os açougues, os peixes nos aquários, as pessoas, um pouco dos costumes mineiros sintetizados no Mercado Central. Afinal, esse mineirinho já está com 6 meses e já era hora de conhecer o mercado!
Para fechar nosso passeio, paramos no Casa Cheia, famoso e premiado buteco do mercado, e pedimos um prato que é a cara do Mercado Central: fígado acebolado com pernil na chapa e jiló. E, qual não foi a nossa surpresa ao ver o Vitor provar e aprovar o fígado, a cebola na chapa e o jiló! Esse aí é filho do papai e da mamãe mesmo… (Gustavo)



É isso ai Gustavo e Anita, se tiver um concurso para pais corujas vocês ganham de prima kkkkkkkkkkkk
Abços para vcs três
Tudo de bom
Será? rs… abraço!
Olá Vítor e amigos,
que beleza de passeio, ficou conhecendo o famoso Mercado Central, com direito a comilanças da culinária mineira, que chique!
Bem, por enquanto o Bê não vai poder lhe acompanhar nessas aventuras, mas num futuro próximo pode convidá-lo que ele vai adorar, viu? E os pais também, claro!
Um abraço grande e carinhoso,
Bê, Maira & Dri.
Logo, logo o Bernardo (e vocês, é claro) poderão ir com a gente! Abraço!
Que bacana esse blog gustavo!
Adoro gente que escreve bem o português.
Fico muito feliz em saber que ja está levando o Vitor em lugares como o Mercado Central e mais feliz ainda em ver que ele ja anda provando das delícias da nossa culinária.
Na quinta proxima eu chego. Estou com muitas saudades de todos.
Um forte abraço pra vc e Anita e um beijo muito carinhoso no Vítor.
O tio que que muito lhes ama,
Tindaro
Beleza, tio, bom retorno! E que bom que gostou do blog! Abraço
Boca boa ? o Vitor fingiu para não darem nada pior para ele…rs
Abraços
Que isso, meu amigo… olhe de quem o Vitor é filho! E, para não correr riscos, a mãe também adora um fígado acebolado! abraço